Perimenopausa: por que o momento de iniciar a terapia hormonal importa?
Muitas mulheres passam anos tentando entender mudanças no corpo e no humor sem perceber que podem estar na perimenopausa.
Essa transição hormonal pode começar antes do que muita gente imagina — às vezes ainda entre os 35 e 40 anos — mesmo com ciclos menstruais presentes.
Insônia, irritabilidade, ondas de calor, cansaço, dificuldade de concentração, perda de libido e ganho de gordura abdominal podem surgir anos antes da menopausa definitiva.
A perimenopausa é a fase de transição hormonal que antecede a menopausa e merece avaliação individualizada e baseada em evidência.
O que a ciência mostra sobre a terapia hormonal?
A terapia hormonal da menopausa (THM) é o tratamento mais eficaz para sintomas como fogachos e suor noturno.
Além disso, quando bem indicada, pode trazer benefícios como:
- melhora do sono e da qualidade de vida
- melhora do humor e da disposição
- proteção óssea
- melhora de sintomas geniturinários
- possível benefício cardiovascular em mulheres selecionadas
Nem toda mulher precisa usar hormônios, mas muitas sofrem desnecessariamente por falta de informação ou avaliação adequada.
O que é a “janela de oportunidade”?
Os estudos mostram que a terapia hormonal tende a ter melhor perfil de segurança e benefício quando iniciada:
- antes dos 60 anos
ou - nos primeiros 10 anos após a menopausa
Esse período é chamado de “janela de oportunidade”.
A indicação deve sempre ser individualizada, considerando sintomas, histórico clínico e riscos cardiovasculares e trombóticos.
Quem não deve fazer terapia hormonal?
Algumas contraindicações importantes incluem:
- câncer de mama ativo ou recente
- trombose ou embolia ativa
- AVC ou infarto recentes
- sangramento uterino sem investigação
- doença hepática grave
Mesmo nesses casos, existem alternativas para controle dos sintomas.
Perimenopausa merece atenção médica séria
Nem tudo é “normal da idade”.
A queda hormonal pode impactar sono, energia, humor, metabolismo, libido e qualidade de vida de forma significativa.
Cada mulher vive essa fase de maneira diferente — e merece cuidado sem medo, desinformação ou banalização dos sintomas.
Existe tratamento baseado em evidência, com avaliação individualizada e acompanhamento seguro.



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